https://www.publico.pt/2026/03/04/impar/opiniao/tecnologia-escola-redes-sociais-2166781
Dirigidas
à escola, às famílias, aos decisores políticos e aos responsáveis das plataformas
digitais, as recomendações sublinham a urgência de repensar o tempo de
exposição aos ecrãs para proteger o desenvolvimento das crianças e jovens. A
mensagem é clara: a tecnologia apoia o desenvolvimento humano, mas
jamais o poderá substituir.
No uso
adequado de ecrãs, defende-se a progressividade em termos de faixas etárias,
nomeadamente: evitar a exposição até aos 3 anos; limitar e acompanhar entre os 3
e os 6 anos; estabelecer regras progressivas entre os 6 e os 11 anos; reforçar
a literacia digital entre os 12 e os 15 anos; e promover a responsabilidade
digital entre os 16 e os 18 anos.
Além
do referido faseamento etário, existem propostas de caráter transversal, como,
por exemplo, a definição da idade mínima de 15 anos para o acesso às redes
sociais, a proteção contra conteúdos impróprios, a disponibilização de
ferramentas parentais de fácil implementação, medidas públicas de
sensibilização, a responsabilização das empresas tecnológicas e campanhas
públicas de divulgação. Está em causa, bem evidenciado em Adolescência (minissérie
britânica de 2025), o comportamento disruptivo dos jovens face à
sua inserção nas redes sociais, num contexto de desresponsabilização social e
de quase total ausência de um controlo que seja mais educativo do que punitivo.
(…)
