Na
realidade, e tal como tem sido concebida desde meados do século XIX, ainda
atravessada por resquícios de matriz medieval e sustentada na autoridade
livresca do professor, a escola encontra-se, hoje, imersa no que tem vindo a
ser designado como transformação digital.
Trata-se de
um processo marcado por mudanças substantivas que incidem, primeiramente, sobre
o conhecimento e a sua organização curricular, depois, sobre a pedagogia e os
modos de aprender e, por fim, sobre a avaliação, se forem valorizados os três vetores
de análise da estrutura escolar, propostos por Basil Bernstein.
Estas e
outras transformações são analisadas no livro, de acesso aberto, Inteligência
Artificial e Educação no Sul Global[1], escrito como
resposta a um desafio lançado à compreensão das dinâmicas que se estabelecem
entre a IA e a educação em contextos específicos, sobretudo quando existem
restrições de recursos que tendem a aprofundar desigualdades já existentes,
quer nos vetores anteriormente referidos (currículo, pedagogia e avaliação),
quer no desenvolvimento profissional docente, na gestão escolar e na decisão
política.
https://www.publico.pt/2026/01/20/impar/opiniao/escola-inteligencia-artificial-promessas-desafios-2161723
