abril 12, 2026
Nos 511 anos da fundação do concelho de Paredes de Coura
Como terra renascida da freguesia de Corelo, em finais do século VI, Paredes de Coura poderá não possuir uma certidão de nascimento rigorosa, dessas que fixam a data efetiva do desabrochar para a vida. A sua origem não se prende com um momento único, mas antes com um processo longo, documentado ao longo dos séculos.
A
documentação medieval permite, ainda assim, acompanhar essa construção
identitária: em 1125 surge como Coira, em 1156 como Coyra e, em
1258, como terra de Coyra, integrada no julgado de Froião. Já no século
XVI, é novamente referida no foral, outorgado por D. Manuel I, por terra de
Coyra.
Esse foral
constitui um marco relevante na afirmação do concelho e poderá ser entendido
como o seu verdadeiro momento fundacional, sobretudo pela sua formalização
administrativa.
A data de 13
de abril de 1515, que consta do documento régio que cria o concelho de Coyra,
assume, por isso, particular relevância na consagração da autonomia de Paredes
de Coura. A designação atual consolidar-se-ia mais tarde, com a criação da
comarca, a 16 de abril de 1875.
Abril
concentra, assim, várias referências estruturantes para a história local, às
quais se junta ainda o 25 de Abril, já no contexto contemporâneo, associado à
organização do poder local democrático.
Importa, no
entanto, não dissociar este percurso institucional da realidade social da
época. Durante gerações, os courenses, maioritariamente lavradores, viveram sob
o domínio senhorial do visconde e dos seus descendentes, oriundos da casa dos
Lima, numa relação de dependência que, em certos casos, se aproximava de formas
de servidão, realidade esta que foi descrita pelo infestense Manuel da Cunha
Brandão em diversos números de A Voz de Coura.
O foral da terra
de Coyra fornece também informação relevante sobre a economia local,
nomeadamente ao nível da produção cerealífera e dos encargos a que estavam
sujeitos os moradores. Os pagamentos eram efetuados em alqueires de centeio,
pão-meado e milho miúdo, bem como em dinheiro (reais) e outros géneros, como
galinhas e frangões. Com base nesses dados, é possível estimar, ainda que de
forma aproximada, o montante global dos encargos anuais, que rondaria os 62
523,525 reais.
Neste
enquadramento, os 111 anos do município não devem ser entendidos como um
simples exercício de evocação do passado, mas como expressão de uma
continuidade histórica. Coira, Coyra, Coura e Paredes de
Coura traduzem, no essencial, uma mesma realidade territorial e
humana, cuja identidade, afirmada ao longo do tempo, dá sentido ao presente e,
a partir dele e da memória do passado, se projeta no futuro.
Tecnologia, escola e redes sociais
https://www.publico.pt/2026/03/04/impar/opiniao/tecnologia-escola-redes-sociais-2166781
Dirigidas
à escola, às famílias, aos decisores políticos e aos responsáveis das plataformas
digitais, as recomendações sublinham a urgência de repensar o tempo de
exposição aos ecrãs para proteger o desenvolvimento das crianças e jovens. A
mensagem é clara: a tecnologia apoia o desenvolvimento humano, mas
jamais o poderá substituir.
No uso
adequado de ecrãs, defende-se a progressividade em termos de faixas etárias,
nomeadamente: evitar a exposição até aos 3 anos; limitar e acompanhar entre os 3
e os 6 anos; estabelecer regras progressivas entre os 6 e os 11 anos; reforçar
a literacia digital entre os 12 e os 15 anos; e promover a responsabilidade
digital entre os 16 e os 18 anos.
Além
do referido faseamento etário, existem propostas de caráter transversal, como,
por exemplo, a definição da idade mínima de 15 anos para o acesso às redes
sociais, a proteção contra conteúdos impróprios, a disponibilização de
ferramentas parentais de fácil implementação, medidas públicas de
sensibilização, a responsabilização das empresas tecnológicas e campanhas
públicas de divulgação. Está em causa, bem evidenciado em Adolescência (minissérie
britânica de 2025), o comportamento disruptivo dos jovens face à
sua inserção nas redes sociais, num contexto de desresponsabilização social e
de quase total ausência de um controlo que seja mais educativo do que punitivo.
(…)
